Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Bonfim Paulista ganha
sistema de monitoramento

Computador doente... e agora?

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Mercado dominado por homens vaidosos

A arte circense conquista seu espaço

Aumenta procura pela vida religiosa

Transporte coletivo descontenta população

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

A realidade das favelas

Uso incorreto da água causa superexploração do Aqüífero Guarani

Encontro promove debate sobre ética na TV

Quando roubar é uma doença

Participação de mulheres na polícia em São Paulo completa 50 anos

Inimigo silencioso

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

Pesquisadores da USP utilizam células-tronco no tratamento de doenças

A união faz a praça

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

Educação superior a distância

A crise da meia-idade

Ciúme: medo disfarçado de amor

Mulheres ocupam cargos de chefia

Hotel para cavalos com direito
a convênio médico

Setor hoteleiro cresce em Ribeirão Preto

EDITORIAL E ARTIGOS

Brasil do terrorismo urbano

Porque ser publicitário

Editorial

Expediente

 

Mulheres ocupam cargos de chefia

Foto: Tatiana Serebrinsky

Roberta Quaglio

 

Aumenta o número de mulheres que ocupam posição de destaque dentro das empresas. Estudo realizado no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que, nos últimos dois anos, houve um aumento de 30% no número de mulheres que ocupam uma posição de comando nas empresas.
As mulheres estão invadindo, cada vez mais, um espaço profissional antes restrito aos homens: a chefia de empresas. Esta é a principal conclusão de uma pesquisa realizada pelo Grupo Catho, com base em seu banco de dados. De acordo com o levantamento, que considerou 62.477 empresas cadastradas, atualmente, as mulheres respondem por 16,75% do total de cargos de presidência destas companhias. Há dez anos, esta parcela era de apenas 8,1%.
Segundo a psicóloga organizacional de Recursos Humanos, Melissa Moreira, 25, que faz seleções dessas profissionais, isso se dá devido ao fato de que o mercado está se expandindo e mudando seus conceitos, mas ela ressalta que o preconceito existe. “O piso salarial é, em média, de 15 a 20% abaixo do piso de um homem para o mesmo cargo”.
“A mentalidade das empresas tem mudado e o que se vê são mulheres assumindo cargos de chefia nas empresas. Se um homem tem uma mulher como chefe, sempre há um desconforto. Hoje em dia o que mais importa não são mais as aparências e sim a liderança, competência e experiência que possuem”, diz ela.
Os avanços profissionais também são constatados em outros níveis hierárquicos. A pesquisa da Catho mostra que as mulheres já representam 21,91% dos diretores das empresas e 25,64% das funções de gerência. Há dez anos, estes percentuais correspondiam a 13,20% e 12,42%, respectivamente.
Em cargos como os de encarregados e coordenadores, as profissionais alcançaram, no começo deste ano, parcelas de ocupação muito próximas dos 50%, com 48,32%, no primeiro caso, e 47,46% no segundo. Segundo o Grupo Catho, estes números sugerem que daqui a 20 anos, cerca de 40% dos cargos de direção e presidência serão desempenhados por mulheres. O mesmo estudo demonstra ainda as preferências femininas em relação aos segmentos de atuação dentro de uma empresa. Pelos dados divulgados, as mulheres já são maioria na área de Recursos Humanos, com 62,84% do total de vagas. Percentual semelhante pode ser conferido nas atividades de Relações Públicas (57,50%).
Em contrapartida, as profissionais ainda evitam as áreas industrial e de engenharia – ocupam apenas 12,84% destes postos de trabalho.
“Hoje a mulher tem uma postura de destaque em função das suas conquistas. Sua capacidade é igual a dos homens”, afirma a gerente de Marketing, Juliana Vinholes.
Para ela, o que mais pesou na hora de sua efetivação para o cargo de gerência foi bom relacionamento interpessoal, espírito de liderança, e disposição para enfrentar desafios.
Vanessa Crubelati, 23, gerente de loja de uma rede de supermercados, é um exemplo de que a idade não influencia a ocupação de cargos de chefia. A sua experiência na área do varejo foi o que a diferenciou na contratação. Ela trabalha há 14 anos na área. Hoje, gerencia uma loja com oitenta funcionárias, desde seguranças, açougueiras e repositoras. “O mercado procura mulheres por serem mais dedicadas, por terem carisma no atendimento, paciência com os clientes e por serem pontuais”, afirma. “Os clientes gostam de ser atendidos pelas funcionárias, porque elas prestam serviços de qualidade”.