Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Bonfim Paulista ganha
sistema de monitoramento

Computador doente... e agora?

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Mercado dominado por homens vaidosos

A arte circense conquista seu espaço

Aumenta procura pela vida religiosa

Transporte coletivo descontenta população

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

A realidade das favelas

Uso incorreto da água causa superexploração do Aqüífero Guarani

Encontro promove debate sobre ética na TV

Quando roubar é uma doença

Participação de mulheres na polícia em São Paulo completa 50 anos

Inimigo silencioso

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

Pesquisadores da USP utilizam células-tronco no tratamento de doenças

A união faz a praça

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

Educação superior a distância

A crise da meia-idade

Ciúme: medo disfarçado de amor

Mulheres ocupam cargos de chefia

Hotel para cavalos com direito
a convênio médico

Setor hoteleiro cresce em Ribeirão Preto

EDITORIAL E ARTIGOS

Brasil do terrorismo urbano

Porque ser publicitário

Editorial

Expediente

 

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

 

 

Sérgio Nogueira

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o boletim epidemiológico mostra que a cidade de Ribeirão Preto ocupa o sétimo lugar em maior número de doentes de Aids no Brasil e a terceira no Estado de São Paulo, ficando na frente de cidades como Campinas, Brasília e Salvador. Esse número mostra apenas os que já estão sofrendo com alguma doença proveniente do HIV.Quanto aos portadores do vírus, já não se tem idéia do número de infectados.
De acordo com Fátima Regina Almeida Lima Neves, coordenadora do Programa Municipal de DST´s e AIDS, se o indivíduo possui HIV, o vírus leva, em média, dependendo do organismo da pessoa, de oito a dez anos para se manifestar. “Ribeirão pode estar nessa posição porque o número de morte decorrente da doença é real e mostra que o indivíduo que morre com tuberculose no município morre, na verdade, por causa do HIV e não de tuberculose. Em outras cidades isso pode não ter acontecido”.
Por isso, a coordenadora não se importa com a posição da cidade no ranking, pois afirma que há um controle sobre o número de doentes de Aids na cidade. Fátima aponta que um dos motivos da transmissão do vírus é a não prevenção, pois quem é somente portador do vírus tem uma boa aparência. Para ela, seria necessária a conscientização por parte do infectado. “Se ele for usuário de droga injetável, que a rede pública distribua seringa e garrote, para que o dependente químico possa usar e não infectar o próximo. E deve trabalhar junto ao usuário na questão de uma qualidade de vida melhor, tratar o lado psicológico do paciente”.
Segundo o boletim, o número maior de infectados está entre mulheres, na idade entre 20 e 40 anos. Como o vírus se manifesta após oito anos a pessoa ter sido infectada ainda na adolescência. Por isso, Fátima ressalta a necessidade de se trabalhar com prevenção nas escolas, em grupos e na mídia.
Carla (nome fictício) lembra do quanto sofreu com sua mãe, que se infectou com o vírus usando drogas injetáveis, e viveu cerca de três anos doente. Surgiram complicações intestinais, pulmonares e, mesmo com todos os problemas, Carla recorda que sua mãe não conseguiu largar o vício e morreu. “Ao descobrir a doença é preciso se tratar e buscar uma qualidade de vida melhor”.
Em Ribeirão Preto, o Gapa (Grupo de Apoio e Prevenção à Aids), presta vários serviços gratuitos à população infectada de Ribeirão, em que, para participar, é necessário apenas se cadastrar. São apoios como os de dentistas, psicólogos e nutricionistas, todos voluntários. Há também a doação de cestas básicas para as pessoas mais carentes.
O psicólogo Alex Souza Bertoldi, formado pela USP, trabalha na área de prevenção da doença em empresas, escolas e junto à população. Bertoldi informa que um dos motivos da posição de Ribeirão Preto na pesquisa também se deve ao fato da cidade estar na rota do tráfico. O Gapa fica na rua Floriano Peixoto, n° 351, no centro.