Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Bonfim Paulista ganha
sistema de monitoramento

Computador doente... e agora?

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Mercado dominado por homens vaidosos

A arte circense conquista seu espaço

Aumenta procura pela vida religiosa

Transporte coletivo descontenta população

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

A realidade das favelas

Uso incorreto da água causa superexploração do Aqüífero Guarani

Encontro promove debate sobre ética na TV

Quando roubar é uma doença

Participação de mulheres na polícia em São Paulo completa 50 anos

Inimigo silencioso

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

Pesquisadores da USP utilizam células-tronco no tratamento de doenças

A união faz a praça

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

Educação superior a distância

A crise da meia-idade

Ciúme: medo disfarçado de amor

Mulheres ocupam cargos de chefia

Hotel para cavalos com direito
a convênio médico

Setor hoteleiro cresce em Ribeirão Preto

EDITORIAL E ARTIGOS

Brasil do terrorismo urbano

Porque ser publicitário

Editorial

Expediente

 

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

 


Marcos H. Brunelli

 

Marcante não só pelo número de mortos e feridos, a Segunda Guerra Mundial foi impressionante pelos fatos. Foi, sem dúvida, a guerra mais sangrenta que o homem já produziu em toda a história. Só quem viveu os horrores sabe o significado de cada explosão ouvida, cada noite de sono mal dormida e as dificuldades de se sair do país e cruzar um oceano para tentar encontrar a paz.
Mário Epifania, 73, nascido dia 13 de maio de 1931, em Salerno (54 quilômetros de Nápoles), na Itália, hoje, ribeirão-pretano de coração, conta que a viagem que fez num navio de turismo da Itália para o Brasil, em 1956, apesar de ter durado quase 17 dias, era muito mais silenciosa do que a madrugada em Nápoles (onde viveu dos 15 aos 25 anos).
Com um senso de humor fora do comum, Mário conta um pouco sobre essa obscura parte da história. “Era tudo muito feio, muito sangue. Alguns amigos de infância morreram na minha frente. A Itália estava encurralada, não tinha mais serviço, não tinha mais comida, nem nada pra fazer por lá. Eu não sabia onde estavam meus pais. Eu queria vir para o Brasil. Durante a noite, cansado, eu queria dormir, mas as explosões não deixavam”.
Ele veio para o Brasil, de navio, em busca de emprego. “Eram tempos muito difíceis, não tinha serviço. Eu sabia que, no Brasil, tinha serviço, mas também sabia que nada ia ser fácil. Eu era jovem, com 25 anos, não sabia falar português. Eu sabia trabalhar, era forte, com saúde e queria me mostrar para os patrões”.
Mário ainda lembra que, quando chegou em Santos (SP), queria conversar com alguém e, como não sabia falar português, ficou nervoso e chutou um latão de lixo. “Só aí me deram atenção”.
No Brasil, ele trabalhou na indústria de tecidos Matarazzo, durante 26 anos, e depois de aposentado ainda trabalhou por mais de dez anos como almoxarife na EPTV, emissora de televisão afiliada à Rede Globo, em Ribeirão Preto. Hoje, Mário vive no Bairro Ipiranga, numa casa confortável, junto da esposa Ivone Epifania. Eles têm três filhos e três netos.