Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Bonfim Paulista ganha
sistema de monitoramento

Computador doente... e agora?

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Mercado dominado por homens vaidosos

A arte circense conquista seu espaço

Aumenta procura pela vida religiosa

Transporte coletivo descontenta população

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

A realidade das favelas

Uso incorreto da água causa superexploração do Aqüífero Guarani

Encontro promove debate sobre ética na TV

Quando roubar é uma doença

Participação de mulheres na polícia em São Paulo completa 50 anos

Inimigo silencioso

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

Pesquisadores da USP utilizam células-tronco no tratamento de doenças

A união faz a praça

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

Educação superior a distância

A crise da meia-idade

Ciúme: medo disfarçado de amor

Mulheres ocupam cargos de chefia

Hotel para cavalos com direito
a convênio médico

Setor hoteleiro cresce em Ribeirão Preto

EDITORIAL E ARTIGOS

Brasil do terrorismo urbano

Porque ser publicitário

Editorial

Expediente

 

Inimigo silencioso

Pedro Esteves Serafim

 

Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a obesidade provoca mais males à saúde do ser humano do que o fumo, por aumentar o risco de diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças articulares, distúrbios psiquiátricos e certos tipos de câncer. A OMS considera a obesidade uma das dez maiores ameaças à integridade da saúde no mundo e uma das cinco principais nos países industrializados. A organização conclui que a obesidade está mais intimamente ligada ao aparecimento de doenças crônicas do que viver na pobreza, fumar ou beber, além de provocar o envelhecimento precoce equivalente a 20 anos. No mundo, existem 1 bilhão de adultos acima do peso e 300 milhões com problemas graves de obesidade.
Os indivíduos obesos apresentam-se com maior quantidade de tecido gorduroso pelo organismo e essa distribuição de gordura é variável de pessoa para pessoa. De modo geral, existem dois tipos básicos de distribuição de gordura. Ela pode concentrar-se na região subcutânea (abaixo da pele), na maioria dos casos, da cintura para baixo. É a chamada obesidade ginóide, em que o corpo apresenta forma de pêra, mais comum nas mulheres. A gordura pode ainda concentrar-se no abdômen, profundamente entre as vísceras. É a chamada obesidade andróide ou obesidade vísceral, mais comum nos homens, em que o corpo apresenta a forma de maçã.
O peso corpóreo, considerando o acúmulo e a distribuição da gordura, é determinado por vários mecanismos, incluindo o perfil metabólico, a função hormonal, neurológica e psíquica. Quando há alteração em algum desses mecanismos pode ocorrer um desequilíbrio entre a ingestão alimentar e o gasto de energia, o que favorece o armazenamento anormal da sobra de energia sob a forma de gordura e, conseqüentemente, o aumento de peso. Pessoas com índice de massa corporal acima de 40 são portadoras de obesidade mórbida, o que equivale a aproximadamente 45 quilos acima do peso ideal.
Cansada do excesso de peso, Rosângela Spinelli, que pesava, em 2002, cerca de 140 quilos, decidiu agir. Como já tinha feito vários tipos de regime e nenhum deles tinha dado o resultado esperado, ela resolveu usar métodos naturais para emagrecer. Reduziu a quantidade de alimentos ingeridos e começou um programa de exercícios físicos. Caminhava cerca de 30 minutos todos os dias.
Os resultados começaram a aparecer. Um mês depois da decisão, Rosângela emagreceu cerca de oito quilos. “Uma pequena vitória, mas ainda não estava no peso que desejava”, lembra Rosangela. Com o decorrer do tempo, ela aumentou a quantidade de exercícios, passou a caminhar uma hora e a alimentação continuava rígida. Dois anos depois, eliminou quarenta quilos e hoje está disposta a fazer uma cirurgia plástica para a retirada de excessos de gordura localizada na barriga, nos braços e nas costas. “Estou mais feliz agora, nem tanto por ter emagrecido, mas sim por minha força de vontade”, desabafa.
Já Renato Firmino, 30, sofria de obesidade mórbida. Ele pesava 150 quilos em 2003 e resolveu submeter-se a uma cirurgia de redução de estômago. Após a cirurgia, Renato diminuiu o número de suas roupas de 58 para 48. Nos primeiros meses após a cirurgia, emagreceu rapidamente.
Em um mês enxugou vinte quilos, no segundo mês, cinco e depois emagrecia de três a quatro quilos por mês. Agora, sete meses após a operação, Renato está 45 quilos mais magro. “Meus amigos estão me chamando de fininho e de ex-gordo. E isso me motiva a emagrecer mais. Tenho o desejo de pesar 80 quilos. Por isso, ainda falta eliminar 25, mas sei que é uma questão de tempo”.