| Pedro
Esteves Serafim
Para a OMS (Organização
Mundial da Saúde), a obesidade provoca mais males
à saúde do ser humano do que o fumo, por
aumentar o risco de diabetes, hipertensão arterial,
doenças cardiovasculares, doenças articulares,
distúrbios psiquiátricos e certos tipos
de câncer. A OMS considera a obesidade uma das
dez maiores ameaças à integridade da saúde
no mundo e uma das cinco principais nos países
industrializados. A organização conclui
que a obesidade está mais intimamente ligada
ao aparecimento de doenças crônicas do
que viver na pobreza, fumar ou beber, além de
provocar o envelhecimento precoce equivalente a 20 anos.
No mundo, existem 1 bilhão de adultos acima do
peso e 300 milhões com problemas graves de obesidade.
Os indivíduos obesos apresentam-se com maior
quantidade de tecido gorduroso pelo organismo e essa
distribuição de gordura é variável
de pessoa para pessoa. De modo geral, existem dois tipos
básicos de distribuição de gordura.
Ela pode concentrar-se na região subcutânea
(abaixo da pele), na maioria dos casos, da cintura para
baixo. É a chamada obesidade ginóide,
em que o corpo apresenta forma de pêra, mais comum
nas mulheres. A gordura pode ainda concentrar-se no
abdômen, profundamente entre as vísceras.
É a chamada obesidade andróide ou obesidade
vísceral, mais comum nos homens, em que o corpo
apresenta a forma de maçã.
O peso corpóreo, considerando o acúmulo
e a distribuição da gordura, é
determinado por vários mecanismos, incluindo
o perfil metabólico, a função hormonal,
neurológica e psíquica. Quando há
alteração em algum desses mecanismos pode
ocorrer um desequilíbrio entre a ingestão
alimentar e o gasto de energia, o que favorece o armazenamento
anormal da sobra de energia sob a forma de gordura e,
conseqüentemente, o aumento de peso. Pessoas com
índice de massa corporal acima de 40 são
portadoras de obesidade mórbida, o que equivale
a aproximadamente 45 quilos acima do peso ideal.
Cansada do excesso de peso, Rosângela Spinelli,
que pesava, em 2002, cerca de 140 quilos, decidiu agir.
Como já tinha feito vários tipos de regime
e nenhum deles tinha dado o resultado esperado, ela
resolveu usar métodos naturais para emagrecer.
Reduziu a quantidade de alimentos ingeridos e começou
um programa de exercícios físicos. Caminhava
cerca de 30 minutos todos os dias.
Os resultados começaram a aparecer. Um mês
depois da decisão, Rosângela emagreceu
cerca de oito quilos. “Uma pequena vitória,
mas ainda não estava no peso que desejava”,
lembra Rosangela. Com o decorrer do tempo, ela aumentou
a quantidade de exercícios, passou a caminhar
uma hora e a alimentação continuava rígida.
Dois anos depois, eliminou quarenta quilos e hoje está
disposta a fazer uma cirurgia plástica para a
retirada de excessos de gordura localizada na barriga,
nos braços e nas costas. “Estou mais feliz
agora, nem tanto por ter emagrecido, mas sim por minha
força de vontade”, desabafa.
Já Renato Firmino, 30, sofria de obesidade mórbida.
Ele pesava 150 quilos em 2003 e resolveu submeter-se
a uma cirurgia de redução de estômago.
Após a cirurgia, Renato diminuiu o número
de suas roupas de 58 para 48. Nos primeiros meses após
a cirurgia, emagreceu rapidamente.
Em um mês enxugou vinte quilos, no segundo mês,
cinco e depois emagrecia de três a quatro quilos
por mês. Agora, sete meses após a operação,
Renato está 45 quilos mais magro. “Meus
amigos estão me chamando de fininho e de ex-gordo.
E isso me motiva a emagrecer mais. Tenho o desejo de
pesar 80 quilos. Por isso, ainda falta eliminar 25,
mas sei que é uma questão de tempo”.
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