Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Bonfim Paulista ganha
sistema de monitoramento

Computador doente... e agora?

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Mercado dominado por homens vaidosos

A arte circense conquista seu espaço

Aumenta procura pela vida religiosa

Transporte coletivo descontenta população

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

A realidade das favelas

Uso incorreto da água causa superexploração do Aqüífero Guarani

Encontro promove debate sobre ética na TV

Quando roubar é uma doença

Participação de mulheres na polícia em São Paulo completa 50 anos

Inimigo silencioso

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

Pesquisadores da USP utilizam células-tronco no tratamento de doenças

A união faz a praça

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

Educação superior a distância

A crise da meia-idade

Ciúme: medo disfarçado de amor

Mulheres ocupam cargos de chefia

Hotel para cavalos com direito
a convênio médico

Setor hoteleiro cresce em Ribeirão Preto

EDITORIAL E ARTIGOS

Brasil do terrorismo urbano

Porque ser publicitário

Editorial

Expediente

 

Mercado dominado por homens vaidosos

Chimenne Osório

 

Foi-se o tempo em que o homem não se preocupava com a vaidade e que isso era apenas “coisa de mulher”. Uma pesquisa feita em São Paulo, pela 2B Brasil Research & Consulting, com homens entre 25 e 65 anos, revelou que 80% gastam mais de cinco minutos diários com a beleza. O apresentador da primeira edição do Jornal da Clube, Paulo Pucci, confirma o resultado da pesquisa. Todos os dias, ele usa um sabonete para hidratar a pele. “Eu percebo que ela fica muito mais macia”. O apresentador também usa um gel com vitamina E para retirar a maquiagem que usa diariamente e um creme de barbear para peles sensíveis, pois se preocupa com irritações que podem surgir no rosto.
A estudante Michelle Trevizani, 25, acha gratificante essa mudança nos homens. “Eles acabam sentindo na pele os esforços e dificuldades que as mulheres têm para cuidar da aparência e da beleza”, afirma.
Os chamados metrossexuais são o alvo do momento das indústrias de beleza e da moda. Estima-se que eles gastam cerca de 12 milhões de dólares por ano no mundo. Mas, quem são eles? A expressão surgiu em meados dos anos 90. É o homem urbano que tem forte senso estético e gasta muito tempo e dinheiro com a sua aparência e estilo de vida. Outra definição seria um homem heterossexual que não se importa em mostrar também o seu lado feminino. Ele é sensível, se cuida, se veste bem e curte um estilo de vida em que a estética tem lugar importante.
Como o maior exemplo deste comportamento metrossexual, destaca-se o jogador de futebol David Beckham, companheiro de Ronaldo, o “Fenômeno”, do Real Madri da Espanha. Aqui em Ribeirão Preto, também é possível encontrar homens com as mesmas características. Leonardo Azevedo confessa fazer parte do metrossexulismo. “Sou um vaidoso assumido. Gosto de me vestir bem, cuidar da minha pele, do meu cabelo e das minhas mãos. Acho importante o homem ter um lado sensível. Afinal, somos vistos pela nossa aparência e a primeira impressão é a que fica”, diz Azevedo.
Ele vai ao salão de beleza sempre que possível. Corta o cabelo a cada 15 dias e faz as unhas uma vez por semana. “Isso não é só por vaidade. É também uma questão de higiene”, completa ele.
Pensando nesta tendência de mercado que gira em torno da vaidade masculina, em Ribeirão Preto foi criado um salão, especialmente para cuidar da beleza, higiene e bem-estar dos homens. O espaço tem o conceito de lobby bar, onde os clientes podem degustar uma bebida enquanto cortam o cabelo ou fazem a barba. “A idéia é nova na cidade, mas já existe nas principais capitais do mundo. Queremos ainda incluir um telão para transmissão de jogos e vídeoclips”, diz o cabeleireiro Eduardo Nazario.
Não só os salões de beleza faturam com o novo homem. Nas lojas de roupas masculinas foi registrado um aumento de 40% nas vendas. Para a comerciante Maína Campos, o perfil dos clientes também mudou. Ela diz que antes eram as mulheres que compravam roupas para os homens e que hoje, eles mesmos vêm até a loja. “Muitas vezes eles são piores do que as mulheres e passam horas escolhendo uma camisa”, diz Maína.
O estudante Guilherme Menegatti, 20, contribui para esse aumento nas vendas. “Eu sou muito preocupado com o que vou vestir. Na verdade sou um vilão da moda e tenho mania de comprar roupas sempre que possível”.
Outro fator que confirma o crescimento do mercado que esses homens vaidosos movimentam é que 78% deles acham importante ter o corpo esbelto e bem definido. Fábio Saia, 19, freqüenta uma academia de musculação pelo menos três vezes por semana e confirma ser muito preocupado com a forma física. “Acho que os homens, em relação ao corpo, são, em muitos casos, mais cuidadosos do que as mulheres. Quando estamos acima do peso, diminuímos a alimentação e fazemos mais exercícios. Já as mulheres procuram as dietas malucas”.
Para a psicóloga Sônia Cristina, com a vaidade, todos acabam ganhando. “O mercado se expande e a vitalidade dos homens aumenta, provocando euforia interna, que será revertida em bônus altamente positivo no convívio familiar, social e, principalmente, no trabalho”, diz a psicóloga. Para ela, a mudança no perfil dos homens é uma notícia gratificante. “Finalmente eles vão entender as mulheres”, afirma Sônia.