Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Bonfim Paulista ganha
sistema de monitoramento

Computador doente... e agora?

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Mercado dominado por homens vaidosos

A arte circense conquista seu espaço

Aumenta procura pela vida religiosa

Transporte coletivo descontenta população

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

A realidade das favelas

Uso incorreto da água causa superexploração do Aqüífero Guarani

Encontro promove debate sobre ética na TV

Quando roubar é uma doença

Participação de mulheres na polícia em São Paulo completa 50 anos

Inimigo silencioso

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

Pesquisadores da USP utilizam células-tronco no tratamento de doenças

A união faz a praça

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

Educação superior a distância

A crise da meia-idade

Ciúme: medo disfarçado de amor

Mulheres ocupam cargos de chefia

Hotel para cavalos com direito
a convênio médico

Setor hoteleiro cresce em Ribeirão Preto

EDITORIAL E ARTIGOS

Brasil do terrorismo urbano

Porque ser publicitário

Editorial

Expediente

 

 

Brasil do terrorismo urbano

 

 

 

Tatiana Guidone

 

Seqüestros, assaltos, furtos, brigas de rua e todos os outros tipos de crimes e delitos que se possa imaginar fazem parte do cotidiano do brasileiro. A violência urbana está espalhada em todo canto do Brasil, das metrópoles às pequenas cidades.
Há alguns anos, as cidades grandes eram o destino dos criminosos, por serem mais atrativas no quesito financeiro, e pela facilidade que se encontrava em realizar os crimes e não serem punidos, já que, com a correria dos grandes centros, a aglomeração de pessoas nas ruas torna difícil a identificação dos bandidos e a ação da polícia.
As cidades pequenas também não escapam do terrorismo urbano. A conversa com o vizinho, no final da tarde, na calçada, já é uma cena incomum, tudo por causa da criminalidade. Houve um tempo em que o programa dos pais no final de semana, à tarde ou no começo da noite, era colocar o papo em dia com amigos, vizinhos e parentes, “tomar um ar fresco”, beber uma cervejinha, tudo na calçada de suas casas, e ainda, ver os filhos brincando de queimada, esconde-esconde e outras brincadeiras de rua. Todas essas atividades ficaram no passado dos que puderam realizá-las. Nos dias de hoje, brincar na rua é complicado, pois os bandidos não escolhem data, hora e nem lugar para cometerem atos que, muitas vezes, podem tirar a vida de pessoas inocentes.
A violência já tomou conta do país. Pessoas que saíram das metrópoles para não serem vítimas da onda de crimes, refugiaram-se em cidades do interior, para escapar dessa realidade, e nem assim conseguiram fugir do terrorismo. Muitas já sofreram agressões em assaltos e seqüestros, tornando-se mais uma, entre milhares de pessoas vítimas dessa situação que assola todo Brasil, seja na cidade grande ou pequena.
Onde isso vai parar? O que fazer? Os que possuem alto poder aquisitivo se protegem com todos os meios possíveis, desde a contratação de seguranças para suas residências, e para si próprios, monitoramento com câmera, visando inibir a ação dos marginais, cercas elétricas, muros altíssimos que camuflam suas casas da vista dos bandidos, cães ferozes e tudo mais que o dinheiro pode oferecer. Cidadãos pobres, assalariados, se protegem com a “Graça de Deus” e com a segurança pública ineficaz que as autoridades insistem em dizer que estão preparadas para proteger a população da ação dos criminosos.
O Brasil do terrorismo urbano está assim: ocupa o quarto lugar no mundo em número de assassinatos. Entre os jovens de 15 a 24 anos, é o quinto colocado, segundo os dados mais recentes das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Os dados acima estão diretamente ligados ao tráfico de drogas, um dos maiores indicadores para a elevação da violência urbana. E assim vamos vivendo, trancados, com medo e tomados pela completa sensação de insegurança.