Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Cinema: decupagem clássica vs Dogma 95

Os samurais invadem Ribeirão

Começar de novo

Um estresse chamado TCC

As novas tendências para se relacionar

A música que vem do lixo

Guardadores de carro causam polêmica

Ribeirão recebe dinheiro para combater enchentes

Novos projetos movimentam a agência-escola ELO

Morte do Papa

À espera da primeira chance

A popularização da cirurgia plástica

Carnabeirão

Paulistas gastam R$132 milhões por mês com cigarros

Planejamento: o segredo do sucesso empresarial

Ribeirão tem 14 casos de coqueluche

Mercado informal cresce e pode causar prejuízo

As mulheres invadem o mundo dos automóveis

Cursos de pós-graduação

Skate mobiliza jovens em Ribeirão

Superpopulação de pombos

Uma homenagem aos fãs do Capital Inicial

Celular vira moeda

Humanizar ambientes melhora o dia-a-dia nas empresas

Ribeirão estará nas telas dos cinemas

Combustíveis na mira da fiscalização

Crônica: Coisas de mulher

Teste de HIV: como, onde e porque fazê-lo

Crônica: Um dia daqueles

EDITORIAL E ARTIGOS

Os novos rumos da educação superior

A formação científica na escola

Assim comunica a humanidade

O Brasil precisa esta reforma

Expediente

Errata da versão impressa

À espera da primeira chance

 


Foto: Tatiana Serebrinsky

Vinícius Patrick
Estevão Porto

 

O curso de graduação em Economia Puc-SP (na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), os três estágios realizados em grandes empresas brasileiras, a fluência em inglês e alemão, além de vários cursos de informática não foram suficientes. Gleice Magalhães há oito meses procura emprego, e até agora não conseguiu um trabalho efetivo na sua área de formação. Aos 25 anos, a ribeirãopretana é mais uma brasileira que completa o retrato do Brasil de desempregados.
As taxas de desemprego que antes preocupavam a classe dos profissionais acima de quarenta anos, agora bate na porta dos jovens universitários. São milhares de jovens recém-formados, donos de currículos invejáveis que não decolam, devido à escassez de vagas no mercado de trabalho.
As estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprovam que a faixa de idade entre 15 e 24 anos é a mais prejudicada pela crise atual. De janeiro de 1998 a dezembro de 2004, cerca de 54% das demissões foram de trabalhadores com idade inferior a 25 anos. Por outro lado, nunca se estudou tanto. Nunca surgiram tantas faculdades e o mercado nunca foi tão exigente nas contratações e tão perspicaz nas demissões.
Muitos recém-formados já saem das faculdades conscientes dessa realidade.“É desesperador”. Assim resume sua situação o mineiro Kaio Fernandes, 24 anos. Formado em Relações Públicas, ele segue a rotina de deixar currículos nas empresas e, por enquanto, sobrevive da mesada que ainda recebe dos pais. Decidiu até trabalhar de graça na tentativa de sensibilizar o empregador, mas a tentativa falhou.
De acordo com Karla Paccola, coordenadora de Recursos Humanos de uma agência de empregos, alguns itens atrapalham na hora de conseguir um trabalho, tais como: a falta de experiência, a má elaboração de um currículo e, principalmente, a má sorte na hora da entrevista. Ela ainda dá algumas dicas: “antes de sair em busca de um emprego, faça um currículo bem formulado, conciso, simples e que tenha as informações essenciais. Além disso, use uma roupa adequada para a ocasião e, na hora da entrevista, relaxe”.
Hoje a taxa de desemprego numa categoria batizada pelo IBGE de “filhos” (trabalhadores jovens recém-formados e estudantes entre 18 e 25 anos) supera 14%, quase o triplo da correspondente à “chefes de famílias”. O problema começa numa equação simples: sobram candidatos, faltam vagas.