Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Cinema: decupagem clássica vs Dogma 95

Os samurais invadem Ribeirão

Começar de novo

Um estresse chamado TCC

As novas tendências para se relacionar

A música que vem do lixo

Guardadores de carro causam polêmica

Ribeirão recebe dinheiro para combater enchentes

Novos projetos movimentam a agência-escola ELO

Morte do Papa

À espera da primeira chance

A popularização da cirurgia plástica

Carnabeirão

Paulistas gastam R$132 milhões por mês com cigarros

Planejamento: o segredo do sucesso empresarial

Ribeirão tem 14 casos de coqueluche

Mercado informal cresce e pode causar prejuízo

As mulheres invadem o mundo dos automóveis

Cursos de pós-graduação

Skate mobiliza jovens em Ribeirão

Superpopulação de pombos

Uma homenagem aos fãs do Capital Inicial

Celular vira moeda

Humanizar ambientes melhora o dia-a-dia nas empresas

Ribeirão estará nas telas dos cinemas

Combustíveis na mira da fiscalização

Crônica: Coisas de mulher

Teste de HIV: como, onde e porque fazê-lo

Crônica: Um dia daqueles

EDITORIAL E ARTIGOS

Os novos rumos da educação superior

A formação científica na escola

Assim comunica a humanidade

O Brasil precisa esta reforma

Expediente

Errata da versão impressa

EDITORIAL

O Brasil precisa desta reforma

 

Moisés Casagrande Júnior

 

Reformas, no início de seu mandato, em 2002, o governo petista de Luís Inácio da Silva, prometeu várias, como a da previdência, tributária e até a universitária.
Passados dois anos de sua posse poucos jovens estudantes sabem falar sobre esta reforma que é de seu interesse.
A partir da metade da década de 90, as liberações para abertura de novos cursos e de novas instituições de ensino superior foram tantas, que hoje temos uma saturação no mercado que é ocupado com 70% de ensino privado e apenas 30% do ensino estatal. Com esses números, o Brasil transformou-no país com maior participação privada no ensino superior do mundo.
O governo quer reverter este processo e ampliar a participação do setor público na educação superior. A meta é criar novas universidades públicas, expandir novos pólos e criar 400 mil novas vagas em quatro anos nas instituições federais. Porém, para fortalecer a universidade pública, o governo terá que lidar com um velho problema, a geração de novos recursos e investimentos para este setor.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 9% dos jovens entre 18 e 24 anos estão cursando o ensino superior.“Com essa avalanche de abertura de faculdades e com a necessidade dos empresários do ensino atingirem o retorno de seus investimentos, o mais importante ficou de lado: a qualidade do ensino que teria de ser indispensável, ficou em segundo plano”, relata o ministro da Educação, Tarso Genro.
Em meados de uma globalização plena, as universidades e o Estado estão em uma estrada de mão dupla. Por um lado, temos as universidades privadas e a mercantilização do ensino. Em contrapartida, temos um projeto que obriga o Estado a manter para o jovem um ensino superior gratuito e de boa qualidade.
Nesta reforma, o governo optou por valorizar o ensino público e defender a educação como um direito de todos. O compromisso da reforma é com a expansão das instituições federais. Já neste ano, o aumento do orçamento é 47% a mais do que em 2004. Em 2005 o investimento é de R$ 1,7 bilhão destinado às 55 universidades federais, sendo R$1,4 bilhão para o reajuste de docentes e outros R$ 300 milhões para o custeio e a construção de novas universidades, como Universidade do ABC e a do Vale São Francisco.
Depois de seis anos sem reajuste significativo, os salários dos 74 mil professores das federais foram reajustados entre 10% e 34,9%. Foi reduzida a diferença entre ativos e aposentados, que passaram a receber 65% dos vencimentos dos ativos.
Além do ministério da Educação o da Saúde também estarem liberando cerca de R$100 milhões para os hospitais universitários.