| Pedro
Esteves Serafim
Ana Paula Borges
Em Ribeirão Preto
são realizados, em média, 13 mil testes
de HIV por ano pelo sistema municipal de saúde,
por pessoas que voluntariamente procuram o serviço.
O procedimento consiste na retirada de uma amostra de
sangue e verificação se há nela
o vírus da aids. De acordo com a gerente do Posto
de Referência “Dr.José Roberto Campi”,
que fica na Vila Virginia, Stela Maris Nogueira Botelho,
deve fazer o teste qualquer pessoa que tem ou teve,
mesmo que uma única vez, um comportamento de
risco, como relação sexual ou sexo oral
sem camisinha ou uso de drogas injetável, em
grupo, com a mesma seringa. Stela diz que o teste é
sigiloso. Só a pessoa tem acesso ao resultado,
que somente é confirmado como portadora do vírus
HIV se, por duas vezes e com duas amostras de sangue
diferentes, der soropositivo.
A Secretaria da Saúde de Ribeirão tem
um programa chamado “Programa DST-AIDS”
que, além de fazer campanhas de esclarecimento
e prevenção da aids, presta também
um trabalho de aconselhamento e acompanhamento para
aquelas pessoas que descobrem que são portadoras
do vírus HIV. Trata-se de um trabalho individual
de ajuda psicológica e de tratamento de saúde
para cada indivíduo contaminado, afirma Stela
Maris.
As pessoas interessadas em fazer o teste podem procurar
um Centro de Referência, (centro de saúde
que atende somente moléstias infecciosas, como
tuberculose, doenças sexualmente transmissíveis
e aids, por exemplo) ou uma das 34 unidades básicas
de saúde espalhadas pelos bairros da cidade.
“Saber se é ou não portadora do
vírus HIV é muito importante para que
a pessoa possa se tratar e evitar contaminação
de outras involuntariamente”, afirma Stela Maris,
que também ajuda no programa DST-AIDS da Secretaria
da Saúde de Ribeirão Preto. Em 2004, a
cidade, que tem 545 mil habitantes, teve 250 casos de
portadores do vírus da aids confirmados, cinco
deles crianças.
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