Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Cinema: decupagem clássica vs Dogma 95

Os samurais invadem Ribeirão

Começar de novo

Um estresse chamado TCC

As novas tendências para se relacionar

A música que vem do lixo

Guardadores de carro causam polêmica

Ribeirão recebe dinheiro para combater enchentes

Novos projetos movimentam a agência-escola ELO

Morte do Papa

À espera da primeira chance

A popularização da cirurgia plástica

Carnabeirão

Paulistas gastam R$132 milhões por mês com cigarros

Planejamento: o segredo do sucesso empresarial

Ribeirão tem 14 casos de coqueluche

Mercado informal cresce e pode causar prejuízo

As mulheres invadem o mundo dos automóveis

Cursos de pós-graduação

Skate mobiliza jovens em Ribeirão

Superpopulação de pombos

Uma homenagem aos fãs do Capital Inicial

Celular vira moeda

Humanizar ambientes melhora o dia-a-dia nas empresas

Ribeirão estará nas telas dos cinemas

Combustíveis na mira da fiscalização

Crônica: Coisas de mulher

Teste de HIV: como, onde e porque fazê-lo

Crônica: Um dia daqueles

EDITORIAL E ARTIGOS

Os novos rumos da educação superior

A formação científica na escola

Assim comunica a humanidade

O Brasil precisa esta reforma

Expediente

Errata da versão impressa

Ribeirão Preto recebe dinheiro para combater enchentes

O governo do Estado liberou R$ 542 mil para serem aplicados nas obras antienchentes. Os financiamentos são feitos através do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição


José Olávio

 

Uma verba de R$ 112 mil será destinada a obras de prolongamento e colocação de galerias no Córrego dos Catetos, próximo à avenida Maria de Jesus Condeixa. O restante do dinheiro, R$ 430 mil, vai ajudar no alargamento do Ribeirão Preto, na avenida Jerônimo Gonçalves.
O prefeito Welson Gasparini aguarda para os próximos dias a assinatura de mais um convênio com o governo do Estado, em que serão liberados mais R$ 549 mil para recuperação e ampliação de galerias de águas pluviais.
Em uma reunião entre Gaspirini e o superintendente do Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado (DAEE), Ricardo Daruiz Borsari, foi firmado um acordo onde o órgão se compromete fazer um levantamento dos custos das obras necessárias. A prioridade será o cruzamento das avenidas Francisco Junqueira e Jerônimo Gonçalves, no encontro entre o Córrego Retiro Saudoso e o Ribeirão Preto, considerado um dos pontos mais críticos, e também um dos mais caros no Programa de Contenção de Enchentes em Ribeirão Preto. A previsão de gasto é de mais de R$ 12 milhões. Além desta obra, será necessária a construção de três grandes barragens na zona rural, para reduzir o volume de água que chega ao centro da cidade. O estudo prevê também a ampliação do lago do campus da Universidade de São Paulo (USP) para receber um volume maior de água das chuvas.
A cidade teve cinco grandes enchentes desde dezembro do ano passado. Com elas, os comerciantes da Baixada e da avenida Francisco Junqueira tiveram enormes prejuízos. Muitos estão mudando para outros locais. Só em janeiro, 50 lojas fecharam as portas na região.
Para o delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Ribeirão Preto (Creci), Sinésio Donizetti Nunes Rodrigues, “é lamentável o empobrecimento das atividades naquela região central, que sempre foi um ponto de referência da cidade para quem vem a Ribeirão”. Ele fala também da queda de 30% nos preços dos imóveis por causa das enchentes. “Prédios que valiam R$ 100 mil ninguém consegue vender por mais de R$ 60 mil”.
A solução que os comerciantes esperam vem de um projeto elaborado pela gestão Gasparini: o plano global de macrodrenagem, com um valor estimado de gastos na ordem de R$ 80 milhões. Segundo o prefeito, só em obras emergenciais a quantia deve chegar a R$ 6 milhões. O Estado deve arcar com R$ 3,1 milhões e o governo Federal o restante, R$ 2,9 milhões.
Depois de realizar as obras emergenciais e de posse do projeto completo, o prefeito fala em procurar o Banco Mundial para resolver o problema definitivamente. “Se realizarmos esta obra, Ribeirão não terá enchentes nos próximos 100 anos”, afirma Gasparini.