| Michele
Pieri
Muitas pessoas sonharam ou sonham em abrir o próprio
negócio. Helder Wilson Trés, proprietário
da uma ótica, garante que não foi tão
fácil assim. Após uma oportunidade, resolveu
abrir sua empresa. Conseguiu abri-la com dificuldades
e luta até hoje para desenvolvê-la. “No
começo procurei uma consultoria pedindo certa
ajuda para planejar o sistema de trabalho e deu certo”,
diz ele.
Muitos empreendedores não trilham o caminho correto.
Segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a cada ano,
cerca de 470 mil novas empresas são abertas no
país. No entanto, só no ano passado, 49,4%
das micro e pequenas empresas faliram antes de completar
três ou quatro anos de vida.
Cristian Mateus de Oliveira, presidente da TMK Comunicações,
afirma que o primeiro passo antes de se abrir uma empresa
é fazer uma pesquisa do mercado em que a empresa
vai atuar, qual é o seu segmento, como é
a aceitação do produto no mercado, quem
vai comprar os produtos ou serviços, até
para que se tenha uma boa noção junto
aos concorrentes, que é outro fato primordial
para a abertura de uma empresa.
Ele destaca pontos importantes para manter a empresa
estável e em crescimento. Dentre eles estão:
a pesquisa de mercado, onde vai atuar, qual o público
alvo, quais são os benefícios e diferenciais
que a empresa vai oferecer. Além disso, Cristian
salienta a necessidade de estar sempre atento às
mudanças do mercado e de seus clientes para que
possa acompanhá-los. “Se você realmente
não seguir o que foi planejado pode causar o
fim da mesma”, afirma.
Para Patrícia Galli, administradora de empresas,
a principal dificuldade de abrir uma empresa é
a demora na liberação de documentos e
na autorização para emissão de
notas fiscais. “Às vezes, a empresa espera
até seis meses para liberação das
notas fiscais”, comenta Patrícia. “O
mercado é muito concorrido e é necessário
saber controlar o fluxo de caixa, para mim este é
o ponto essencial na empresa”.
No primeiro ano a empresa enfrenta diversas dificuldades,
tais como: obter crédito junto a fornecedores,
manter as receitas e despesas equilibradas, captar clientes,
além de ter que estar atenta à concorrência,
pois, por ser uma nova empresa, terá que mostrar
ao mercado que é confiável. Uma coisa
muito importante, ainda, é a análise do
ponto onde a empresa será aberta. Se já
existem algumas empresas do mesmo ramo em determinado
lugar, deve-se avaliar a real demanda pelo produto ou
serviço. “Seria bom que todos fossem ao
Sebrae para que todas as condições fossem
levantadas junto com um consultor de empresas”,
afirma Patrícia.
O técnico em informática, Wilson Trevisan,
especializado em monitores, vive essa experiência.
Ele montou uma empresa há dois meses, mas os
obstáculos já estão presentes.
Ele afirma ter dificuldades em conseguir fornecedores
de confiança que tenham peças de qualidade.
Outro problema enfrentado por Trevisan são os
orçamentos não aprovados pelos clientes.
“Perco tempo para descobrir o problema e não
recebo pelo meu trabalho”. A dificuldade também
existe no momento de divulgar os serviços prestados
aos clientes. “O mercado está saturado,
mas não de bons profissionais e sim de mão-de-obra
barata e sem qualidade”, diz ele.
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