Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Cinema: decupagem clássica vs Dogma 95

Os samurais invadem Ribeirão

Começar de novo

Um estresse chamado TCC

As novas tendências para se relacionar

A música que vem do lixo

Guardadores de carro causam polêmica

Ribeirão recebe dinheiro para combater enchentes

Novos projetos movimentam a agência-escola ELO

Morte do Papa

À espera da primeira chance

A popularização da cirurgia plástica

Carnabeirão

Paulistas gastam R$132 milhões por mês com cigarros

Planejamento: o segredo do sucesso empresarial

Ribeirão tem 14 casos de coqueluche

Mercado informal cresce e pode causar prejuízo

As mulheres invadem o mundo dos automóveis

Cursos de pós-graduação

Skate mobiliza jovens em Ribeirão

Superpopulação de pombos

Uma homenagem aos fãs do Capital Inicial

Celular vira moeda

Humanizar ambientes melhora o dia-a-dia nas empresas

Ribeirão estará nas telas dos cinemas

Combustíveis na mira da fiscalização

Crônica: Coisas de mulher

Teste de HIV: como, onde e porque fazê-lo

Crônica: Um dia daqueles

EDITORIAL E ARTIGOS

Os novos rumos da educação superior

A formação científica na escola

Assim comunica a humanidade

O Brasil precisa esta reforma

Expediente

Errata da versão impressa

Planejamento: O segredo do sucesso
empresarial

Foto: I.L.M.

Michele Pieri


Muitas pessoas sonharam ou sonham em abrir o próprio negócio. Helder Wilson Trés, proprietário da uma ótica, garante que não foi tão fácil assim. Após uma oportunidade, resolveu abrir sua empresa. Conseguiu abri-la com dificuldades e luta até hoje para desenvolvê-la. “No começo procurei uma consultoria pedindo certa ajuda para planejar o sistema de trabalho e deu certo”, diz ele.
Muitos empreendedores não trilham o caminho correto. Segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a cada ano, cerca de 470 mil novas empresas são abertas no país. No entanto, só no ano passado, 49,4% das micro e pequenas empresas faliram antes de completar três ou quatro anos de vida.
Cristian Mateus de Oliveira, presidente da TMK Comunicações, afirma que o primeiro passo antes de se abrir uma empresa é fazer uma pesquisa do mercado em que a empresa vai atuar, qual é o seu segmento, como é a aceitação do produto no mercado, quem vai comprar os produtos ou serviços, até para que se tenha uma boa noção junto aos concorrentes, que é outro fato primordial para a abertura de uma empresa.
Ele destaca pontos importantes para manter a empresa estável e em crescimento. Dentre eles estão: a pesquisa de mercado, onde vai atuar, qual o público alvo, quais são os benefícios e diferenciais que a empresa vai oferecer. Além disso, Cristian salienta a necessidade de estar sempre atento às mudanças do mercado e de seus clientes para que possa acompanhá-los. “Se você realmente não seguir o que foi planejado pode causar o fim da mesma”, afirma.
Para Patrícia Galli, administradora de empresas, a principal dificuldade de abrir uma empresa é a demora na liberação de documentos e na autorização para emissão de notas fiscais. “Às vezes, a empresa espera até seis meses para liberação das notas fiscais”, comenta Patrícia. “O mercado é muito concorrido e é necessário saber controlar o fluxo de caixa, para mim este é o ponto essencial na empresa”.
No primeiro ano a empresa enfrenta diversas dificuldades, tais como: obter crédito junto a fornecedores, manter as receitas e despesas equilibradas, captar clientes, além de ter que estar atenta à concorrência, pois, por ser uma nova empresa, terá que mostrar ao mercado que é confiável. Uma coisa muito importante, ainda, é a análise do ponto onde a empresa será aberta. Se já existem algumas empresas do mesmo ramo em determinado lugar, deve-se avaliar a real demanda pelo produto ou serviço. “Seria bom que todos fossem ao Sebrae para que todas as condições fossem levantadas junto com um consultor de empresas”, afirma Patrícia.
O técnico em informática, Wilson Trevisan, especializado em monitores, vive essa experiência. Ele montou uma empresa há dois meses, mas os obstáculos já estão presentes. Ele afirma ter dificuldades em conseguir fornecedores de confiança que tenham peças de qualidade. Outro problema enfrentado por Trevisan são os orçamentos não aprovados pelos clientes. “Perco tempo para descobrir o problema e não recebo pelo meu trabalho”. A dificuldade também existe no momento de divulgar os serviços prestados aos clientes. “O mercado está saturado, mas não de bons profissionais e sim de mão-de-obra barata e sem qualidade”, diz ele.