| Luana
Viana Basílio
Thalita Caturelli
Nos últimos quatro
anos cresceu o número de casos de contágio
da coqueluche no Brasil. Na região de Ribeirão
Preto, o maior número de casos ocorre entre crianças
com menos de um ano de idade. Estima-se que a coqueluche
afete 40 milhões de pessoas no mundo, pois nem
a imunidade natural nem a adquirida pela vacina duram
a vida toda. Até 25% dos adultos com tosse prolongada
podem representar evidências de infecção
recente e, em adolescentes e adultos, a coqueluche age
como reservatório de infecção para
crianças vulneráveis.
A partir de 1940, com as campanhas de vacinação,
caiu o número de pessoas contagiadas pela doença
no país. Desde 1981, no entanto, o número
de indivíduos transmissores da doença
tem aumentado ano a ano, em todas as faixas etárias.
A vacina que protege o indivíduo da coqueluche
é a vacina tríplice ou DTPa, que protege
também contra outras duas doenças causadas
por bactérias, a difteria e o tétano.
Causada pela bactéria Bordetella pertussis, a
coqueluche começa com sintomas leves, mas pode
progredir para estágios graves de tosse, seguidos
de vômitos. Pode ocorrer em qualquer idade, mas
é mais comum em crianças. A doença,
vulgarmente conhecida como tosse comprida, é
grave para crianças no primeiro ano de vida.
Em cerca de 90% das mortes, as vítimas são
bebês com menos de três meses.
A transmissão da coqueluche se dá de pessoa
para pessoa, através das secreções
do aparelho respiratório, e por meio de gotículas
liberadas pela tosse ou espirros do portador da bactéria.
A imunidade é completa somente no primeiro ano
após a vacinação e cai com o passar
do tempo.
Segundo Janaina dos Santos, do Departamento de Vigilância
em Saúde e Planejamento de Ribeirão Preto,
até agora, em 2005, estão contabilizados
14 registros da doença no município, sendo
que, no ano passado, foram 17 casos registrados.
De acordo com o pneumologista, Álvaro Gradim,
é preciso ficar atento aos sintomas da doença,
principalmente quando a tosse persistir por vários
meses. Para ele, ficar em dia com a vacinação
também é muito importante. “A doença
deixou de ser um mito do passado para se tornar uma
realidade”.
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