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Pedro Esteves Serafim
Segundo um levantamento
feito pela Fecomercio (Federação do Comércio
do Estado de São Paulo), o fumo está entre
os dez principais gastos dos paulistas. Na pesquisa,
o tabagismo ocupa o nono lugar, com os fumantes gastando
cerca de R$ 132 milhões por mês, quase
metade de tudo que se gasta com lazer e recreação,
pouco mais de R$ 300 milhões, e o dobro do que
se gasta com previdência privada, cerca de R$
60 milhões; habitação aparece em
primeiro lugar com gastos de R$ 6 bilhões mensais.
De acordo com a OMS (Organização Mundial
de Saúde), 5 bilhões de pessoas morrem
todo ano, no mundo, por causa de doenças provocadas
pelo fumo. Nos países em desenvolvimento como
o Brasil, 10% do orçamento total da saúde
é empregado no tratamento de vítimas do
cigarro.
O Ministério da Saúde calculou também
o prejuízo que os fumantes têm por causa
do vício. Na maioria dos casos, os gastos com
remédios e tratamentos de doenças provocadas
pelo fumo chegam ao dobro do que o fumante gasta na
compra de cigarros. Um estudo feito pelo Programa Nacional
de Controle do Tabagismo mostra que os fumantes que
ganham, em média, dois salários mínimos,
gastam menos de 3% do orçamento com a compra
de cigarros, e até 5% com medicamentos.
De acordo com médico do Hospital das Clínicas
de Ribeirão Preto, Clésio Souza Soares,
existem 57 doenças prováveis que podem
acometer o fumante. “Os prejuízos à
saúde vão desde mau hálito até
infarto agudo do miocárdio”, ressaltou.
O eletricista Hermes Geraldo de Miranda, 60 anos e fumante
há pelo menos 45, gasta cerca de R$100 por mês
com cigarros. Ele tentou parar várias vezes,
chegou a ficar três anos sem fumar, mas voltou
ao vício. “Vou ter que parar de fumar porque
o médico praticamente me proibiu. Tenho diabetes
e colesterol alto”, comentou o eletricista.
Fumante por 67 anos, o aposentado Leonel Cândido
Ribeiro, 78 anos, disse que agora economiza cerca de
R$ 100 por mês, já que parou de fumar há
um ano. A melhora ele disse que sente no bolso e no
fôlego.”Eu engordei uns 4 ou 5 quilos. A
minha vida mudou. Terminou aquele desespero noturno
e aquela tosse noturna sufocante, que me fizeram parar
diversas vezes no hospital”, afirmou o aposentado.
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