Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Conselho Federal de Jornalismo

O transtorno das manias

Relação professor / aluno

Sudorese

Voluntariado (CVV)

Jovens na política

Mudança de técnicos no Come-Fogo

Legislação sobre tabagismo

Estação de medição de qualidade do ar

Orientação vocacional

Mal de Alzheimer

Espiritismo

50 anos da morte de G Vargas

Lei do Idoso

Orkut

CADERNO TEMÁTICO

Músicos de Ribeirão Preto

Insônia

Plantão policial

GLS

Prostituição

Trabalho do resgate

Peritos criminais

Crimes em Ribeirão Preto

Trabalho no hospital

Cemitério

Motéis

EDITORIAL E ARTIGOS

“Jornal do Barão” passa a ter parte temática

Anarquia na comunicação

Artigo: A mídia empregada como ferramenta de apoio ao professor

Expediente

JORNAL EM PDF!

A cada bimestre um técnico é anunciado na dupla Come-Fogo

GRAFITE Renato dos Santos – 1º ano de Publicidade e Propaganda


Rafael Gonçalves

As trocas de técnicos já viraram um fato comum no futebol brasileiro. Basta um resultado negativo, por melhor que seja a campanha do time, para que o culpado seja sempre ele: o treinador da equipe.
Times sem uma estrutura conveniente para que o trabalho seja bem-feito e equipes de baixo nível técnico trocam com mais freqüência os seus treinadores, o que para muitos entendidos no assunto é sinônimo de péssima administração dos diretores.
Aqui em Ribeirão Preto, a dupla Come-Fogo não tem conseguido realizar um trabalho de longo prazo com somente um treinador. Nos últimos três anos, foram 32 treinadores contratados, sendo que alguns deles voltaram tempos depois, seja no estádio Santa Cruz ou no Palma Travassos. Os números registram um treinador a cada dois meses de trabalho.
No Comercial, 13 técnicos diferentes passaram pelo clube desde 2001. Na Série A-2 do Campeonato Paulista daquele ano foram quatro treinadores. Começou com Juninho Fonseca (que tempos depois comandou o Corinthians) que logo caiu, abrindo espaço para Carbone. Após Carbone, vieram Varlei de Carvalho e Tim. Este último não conseguiu livrar a equipe do rebaixamento para a Série A-3, mas a Federação Paulista reformulou o campeonato e os dois rebaixados permaneceram na Série A-2. Ainda neste ano, o “Leão do Norte” disputou a Copa do Interior, onde teve dois treinadores: Ari Mantovani e Carlos Pinoza.
Em 2002, a diretoria preferiu seguir com Carlos Pinoza, que iniciou o Campeonato Paulista, mas ficou apenas durante quatro partidas. Então veio, novamente, o treinador Carbone. Neste ano, o Comercial disputou mais dois campeonatos, a Copa Mauro Ramos de Oliveira e o Brasileiro da Série-C, com passagens de Édson Mariano e Marco Antônio Silva, o Nei.
No ano seguinte foram mais três treinadores: Wantuil Rodrigues, Moacir Júnior e Pinho. Neste ano, o Leão teve outros dois comandantes no Campeonato Paulista da Série A-2. Carlos Rabello ficou durante 12 jogos, para depois o auxiliar-técnico, Jordan Freitas, assumir a equipe nos dois últimos jogos.
Já no Botafogo, as mudanças foram ainda maiores. Quinze treinadores passaram por Santa Cruz desde 2001, quando o time foi vice-campeão Paulista, perdendo para o Corinthians na grande final.
Após o vice de 2001, com Lorí Sandri como técnico, o time disputou a Série-A do Brasileiro, montando um time com vários jogadores do Juventus, inclusive o treinador Ernesto Paulo, que suportou apenas cinco jogos no cargo. A solução foi chamar José Mário Crispim, para depois assumir Arthur Neto. O resultado foi um rebaixamento para a segunda divisão.
Em 2002, foram cinco técnicos, sendo três no Campeonato Paulista (Nicanor de Carvalho, Antônio Novo Júnior e José Galli Neto), e dois na Série-B, (Édson Porto e Carbone). No Paulista, a equipe fez o suficiente para se manter no grupo de elite; já na segunda divisão, outro rebaixamento, agora para a Série-C do Campeonato Brasileiro.
Em 2003, o Botafogo, sem estrutura, amargou um incrível terceiro rebaixamento em menos de três anos. Começou o Paulistão sendo comandado pelo técnico Joãozinho Rosa, para depois ser substituído por Basílio (ex-jogador do Corinthians) e Varlei de Carvalho. O time caiu para a Série A-2 do futebol paulista.
A diretoria resolveu, então, apostar num treinador que havia sido campeão da segunda divisão. Roberto Fonseca foi contratado para comandar o time nas disputas da Série-C do Campeonato Brasileiro e da Série A-2 do ano seguinte.
Iniciando 2004, Fonseca continuou o trabalho, porém, não esperava tantos resultados ruins, e logo caiu. Era a 14ª troca de treinador, já que assumia Varlei de Carvalho. Com ele, a equipe garantiu a classificação para a segunda fase, mas a falta de dinheiro atrapalhou o grupo botafoguense, e Varlei deixou a equipe indo para o Bandeirante de Birigüi. Chegava então a vez de Édson Mariano, que apenas “cumpriu tabela”, vendo sua equipe ser eliminada.
Para não fugir à regra, neste segundo semestre de 2004, Comercial e Botafogo trocaram de técnico mais uma vez. Moacir Júnior voltou a comandar o time comercialino em busca de dias melhores e Walter Gama assumiu o Botafogo buscando apagar a péssima imagem do último campeonato, mas nos últimos dias foi demitido, retornando José Mário Crispim.