Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

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Crimes em Ribeirão Preto

Trabalho no hospital

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“Jornal do Barão” passa a ter parte temática

Anarquia na comunicação

Artigo: A mídia empregada como ferramenta de apoio ao professor

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Jovens lideram atendimentos do resgate

 


Foto: Ana Carolina Baldim

 

Marco Túlio Lemos Macedo e Audrey Maris

 

Para cada dois acidentes registrados em Ribeirão Preto, um tem envolvimento de jovens na faixa etária entre 18 e 25 anos. Lutando para tentar salvar a vida desses jovens, está o Resgate, uma unidade do Corpo de Bombeiros especialmente treinada para enfrentar esta realidade. Para a equipe do Resgate que atende a um chamado, correr contra o tempo é o maior desafio. Os obstáculos que uma viatura enfrenta no trânsito são muitos, vão de congestionamento à falta de respeito de alguns motoristas. A ida até o hospital mais próximo às vezes torna-se uma longa viagem.
Segundo o tenente Ilídio Klein, do 9º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Ribeirão Preto, entre as principais causas de acidentes estão o álcool e o excesso de velocidade. “Como as ruas ficam vazias durante a noite, o jovem extrapola, arrisca a sua vida e de outras pessoas com manobras arriscadas”. O tenente ainda faz um diagnóstico dos dias de maior incidência de acidentes na cidade: sextas-feiras e sábados à noite, quando acontecem festas onde a freqüência de jovens é muito grande.
A função do resgate não é a mesma que a de uma UTI móvel, que presta atendimento médico-hospitalar, mas sim a de um pronto atendimento. De acordo com cada ocorrência é feito um direcionamento do paciente para o hospital mais próximo. A contagem do tempo do atendimento é feita a partir do momento em que a equipe é acionada e pára quando a vítima chega ao hospital. Para o tenente Klein, o apoio de um helicóptero poderia diminuir, e muito, o tempo de deslocamento de um acidentado do local da ocorrência até o hospital.
Atualmente, Ribeirão Preto conta com 4 postos do Corpo de Bombeiros e uma central no Jardim Independência, onde fica localizado o 9º Grupamento. A unidade de resgate conta com três viaturas distribuídas nos postos do Corpo de Bombeiros do Jardim Independência, Campos Elíseos e Alto da Boa Vista.

A história do resgate

Marco Túlio Lemos Macedo e Audrey Maris

 

No Corpo de Bombeiros, a conscientização de que haveria necessidade de melhorar o atendimento pré-hospitalar surgiu na prática do dia-a-dia, vivenciada pelos integrantes do Serviço de Salvamento. Até então, sua atribuição específica era de remover vítimas dos locais de acidente onde estavam presas ou com o acesso dificultado.
Em 1986, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, em integração com a Associação de Intercâmbio entre Estados Unidos e Brasil, denominada “Companheiros das Américas”, enviou um grupo de quatro oficiais dos bombeiros e um da Defesa Civil à cidade de Chicago (EUA) para participar do Curso de Técnicos em Emergências Médicas. No seu regresso, eles apresentaram um relatório ao comandante-geral do Corpo de Bombeiros. O relatório propunha a reformulação dos conceitos e da instrução de primeiros socorros que eram ensinados aos oficiais. Sugeria, também, a criação de um serviço no Corpo de Bombeiros, com viaturas, equipamentos e pessoal específicos para o atendimento e transporte das vítimas de acidentes.
Em 1987, englobando todas as conclusões dos grupos de trabalho, foi criada a Comissão de Atendimento Médico às Emergências do Estado de São Paulo (Cameesp), que apresentou proposta para a criação de um projeto piloto de atendimento pré-hospitalar denominado Projeto Resgate. A proposta foi aprovada e, em 22 de maio de 1989, os Secretários Estaduais da Segurança assinaram a Resolução Conjunta SS/SSP nº 42, que definia a implantação do Projeto Resgate, sob a coordenação de uma comissão mista denominada Gepro-Emergência e operacionalização do Corpo de Bombeiros e Grupamento de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O serviço começou efetivamente no início de 1990, com atuação na Grande São Paulo e em 14 municípios do Estado.