Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

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Conselho Federal de Jornalismo

O transtorno das manias

Relação professor / aluno

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Voluntariado (CVV)

Jovens na política

Mudança de técnicos no Come-Fogo

Legislação sobre tabagismo

Estação de medição de qualidade do ar

Orientação vocacional

Mal de Alzheimer

Espiritismo

50 anos da morte de G Vargas

Lei do Idoso

Orkut

CADERNO TEMÁTICO

Músicos de Ribeirão Preto

Insônia

Plantão policial

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Prostituição

Trabalho do resgate

Peritos criminais

Crimes em Ribeirão Preto

Trabalho no hospital

Cemitério

Motéis

EDITORIAL E ARTIGOS

“Jornal do Barão” passa a ter parte temática

Anarquia na comunicação

Artigo: A mídia empregada como ferramenta de apoio ao professor

Expediente

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Músicos de vários estilos se apresentam nas noites de Ribeirão

 


Foto: Ana Carolina Baldim

 

Álvaro da Costa Penha

As noites de Ribeirão Preto oferecem várias opções e estilos musicais que vão da bossa-nova ao rock mais pesado. “Como em qualquer outra profissão, tem que se dedicar muito”, diz Leonardo de Castro Pereira, conhecido como Léo, líder e vocalista da banda Libera Samba, que toca todas as quartas-feiras em um bar da cidade. A banda, que surgiu com o nome Sob Medida, está com a formação atual há mais ou menos dois anos. Léo mora há 15 anos em Ribeirão Preto e diz que há dez vive do seu trabalho com a música.
Ele explica que mesmo com o nome Libera Samba, a banda não se prende só ao samba. “O segredo é diversificar. Tocamos axé, pagode, MPB e, quando surgem oportunidades, até gravamos jingles para campanhas publicitárias e outros trabalhos que envolvam música. Antes só se ouvia samba e pagode nos bares de periferia. Hoje nós tocamos em bares em que antigamente não se pensava em tocar esse tipo de música”.
Léo aponta alguns problemas da profissão de músico, como a ausência de um sindicato que os apóie. Outro problema, segundo ele, são os fiscais que chegam no meio da noite e cobram deles a carteira de músico. “E se alguém da banda não tiver a carteira, eles prometem chamar a polícia e interromper o som, caso não seja paga uma taxa absurda”.
A banda Os Virgens tem um repertório pop rock nacional e internacional. Seus integrantes tocam há mais ou menos 16 anos juntos. “Sempre tocávamos em bandas de baile, daquelas que tocam um pouco de tudo. Quando sobrava tempo nos reuníamos para fazer o nosso rock and roll, que é o que a gente gosta mesmo”, diz Marcel Rivoiro, vocalista da banda. “Hoje tocar em bares em Ribeirão Preto é bom, paga-se melhor comparado com anos atrás, o serviço é mais profissional, há mais freqüentadores e tudo está mais organizado”, diz ele.
Em sua opinião, falta organização para muitas bandas da cidade. “Uma banda é como se fosse uma empresa. É preciso colocar metas para serem alcançadas, dar uma identidade a ela e discutir qual será a prioridade. Tem o lado da curtição, das baladas e de estar em um ambiente gostoso, mas tem que ter, também, o lado funcional das coisas”.
Para Os Virgens, a mídia influencia totalmente o gosto das pessoas, mas, para eles, o estilo pop rock sempre terá espaço. “Outros ritmos como axé, forró e reggae acabam logo”, afirma Adriano César do Nascimento, conhecido como Prets, guitarrista da banda. Ele diz que, no caso deles, não é possível se sustentarem financeiramente somente com a renda obtida nos shows. “Moramos em Ribeirão Preto, mas tocamos nas cidades da região e ainda damos aulas de música”.
O grupo define o entusiasmo pela profissão com um trecho de uma de suas músicas. “Tocamos com o maior prazer em qualquer lugar, se tiver público e um som legal, a gente vai lá e toca”.