Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Conselho Federal de Jornalismo

O transtorno das manias

Relação professor / aluno

Sudorese

Voluntariado (CVV)

Jovens na política

Mudança de técnicos no Come-Fogo

Legislação sobre tabagismo

Estação de medição de qualidade do ar

Orientação vocacional

Mal de Alzheimer

Espiritismo

50 anos da morte de G Vargas

Lei do Idoso

Orkut

CADERNO TEMÁTICO

Músicos de Ribeirão Preto

Insônia

Plantão policial

GLS

Prostituição

Trabalho do resgate

Peritos criminais

Crimes em Ribeirão Preto

Trabalho no hospital

Cemitério

Motéis

EDITORIAL E ARTIGOS

“Jornal do Barão” passa a ter parte temática

Anarquia na comunicação

Artigo: A mídia empregada como ferramenta de apoio ao professor

Expediente

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Quando as manias se tornam um problema

MANIAS Elas não podem atrapalhar sua vida

 

Audo Daniel de Sairre Alves
Aos 14 anos Ricardo Silva tinha que dar pulinhos com os pés juntos. Com 21, tirava do guarda-roupa e colocava no corpo a mesma camiseta dezenas de vezes, pensando que se tal procedimento não fosse feito à exaustão, algo de grave poderia ocorrer. “Você tem noção de que é uma coisa estúpida, mas fica pensando que poderá acontecer alguma coisa séria com alguém caso você não faça”, diz ele.
Ricardo foi diagnosticado portador de transtorno obsessivo compulsivo (TOC), conhecido popularmente como transtorno de manias. “Todo ser humano tem suas manias. Mas quando elas começam a atrapalhar a vida e o cotidiano da pessoa, começa o transtorno de manias”, alerta o psicólogo Carlos Eduardo Silva. O transtorno pode ter início com algum trauma de infância. “Às vezes, o transtorno de manias é, de alguma forma, um jeito de lidar com esse trauma”, afirma o psicólogo.
Ricardo também apresenta quadros de depressão, que não são, necessariamente, sintomas do transtorno de manias. “Em um dia eu acordava normal e em outro com fortes sintomas de depressão”, diz Ricardo, que fazia terapia ao mesmo tempo em que tomava medicação indicada por um psiquiatra.
A doença pode ser curada. O tratamento mais comum é a combinação de psicoterapia e medicamentos. Ricardo diz que se sente curado. No entanto, os sintomas podem manifestar-se novamente, como em outras doenças. “É como uma alergia, que pode reaparecer a qualquer momento”, diz ele.