| Amanda
C. Sacchini
Daniela Selle Flach
O que médicos do mundo inteiro há tempos
suspeitavam, hoje pode ser confirmado cientificamente:
a maior causa de mortalidade no mundo moderno não
consta das estatísticas. Por trás de uma
infinidade de complicados termos médicos, os
atestados de óbito ocultam a verdadeira causa
mortis, que pode ser definida por uma pequena palavra:
estresse.
Tirado do inglês onde significa força ou
tensão, ele já é bem conhecido
por todos. Contudo, poucos encaram o estresse como uma
doença emocional, um conjunto de sintomas que
indicam que o organismo se encontra em estado de vulnerabilidade,
podendo sofrer um ataque cardíaco, derrame cerebral
ou outros distúrbios.
Do ponto de vista científico, o estresse pode
ser definido como um conjunto de alterações
físicas e químicas do organismo desencadeado
pelo cérebro para tornar o indivíduo apto
a enfrentar uma situação nova que exige
adaptação.
Essa situação pode ser de perigo ou raiva,
mas também de alegria e felicidade. Vista desse
ângulo, a ocorrência do estresse é
até normal, mas quando sua intensidade é
muito forte, o organismo não resiste, enfraquece
e pode entrar em colapso.
O estresse é causado não só pelas
pressões a que somos submetidos, mas principalmente
pelo modo como nos relacionamos com o mundo e interpretamos
as diversas situações. Alguns sinais apresentados
pelo corpo podem servir de alerta para identificar o
estresse, tais como irritabilidade, dificuldade de concentração,
cansaço constante, insônia ou excesso de
sono, perda ou excesso de apetite, perda de memória,
alterações repentinas no estado emocional,
perda de criatividade, perda no interesse sexual, dificuldade
de digestão, dores nas costas, dores na cabeça.
O menor sinal de estresse deve ser diagnosticado com
precisão para não se tornar um problema
de maior impacto.
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