Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

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Saulo Gomes pratica jornalismo investigativo


Daniela Selle Flach
Amanda Sacchini

 

Aos 76 anos, Saulo Gomes atua em um gênero do Jornalismo que não vem sendo muito praticado ultimamente: o investigativo. Em 1956, aos 28 anos, Saulo Gomes foi o primeiro colocado em um concurso disputado por cerca de 200 jovens para uma vaga de repórter em uma das emissoras de rádio de maior destaque na capital fluminense na época, a Rádio Continental. Coube a Saulo a responsabilidade de cobrir alguns momentos históricos da época como, por exemplo, quando a central paulista da extinta TV Tupi deixou de gerar suas imagens. Em outro momento importante, ele cobriu o transbordamento do Açude de Orós, no Ceará.
Em 48 anos de trabalho no rádio e na TV, conquistou vários prêmios e acumulou centenas de processos na justiça brasileira; sendo absolvido em todas as ações criminais e civis contra ele. Até hoje, Saulo Gomes ainda conduz reportagens de destaque no meio televisivo. Dois casos de grande repercussão foram o do Chupa Cabras e o do Maníaco do parque.
A Academia Ribeirão-pretana de Letras (ARL) conferiu a Saulo a cadeira número 28, cujo patrono é o escritor Alcântara Machado. Nessa cerimônia, ele foi homenageado como “cidadão íntegro, repórter testemunha ocular de tantos fatos e memória viva de eventos marcantes nesse país”.
Saulo Gomes escreveu o livro “Quem Matou Che Guevara” trazendo o depoimento exclusivo do homem que, seguindo ordens, tirou a vida de Che. Já no livro “O Último Vôo”, ele narra os antecedentes do acidente aéreo que matou o grupo musical Mamonas Assassinas.