| Ronaldo
Marçal
Ludmila Pereira
Os adolescentes fazem parte de um número cada
vez maior de pessoas que recorrem à cirurgia
plástica para saciar o ego ou para se livrar
de um trauma de infância. Lipoescultura, alteração
no nariz, correção de orelhas de abano
e diminuição ou aumento das mamas são
as mais procuradas. De acordo com o cirurgião
plástico Sérgio Benetti, entre as garotas,
os casos mais freqüentes são de lipoescultura
e ginecomastia (quando há aumento excessivo das
mamas). “Esse problema ocorre, às vezes,
no período inicial da adolescência, em
torno de 12 e 14 anos de idade, havendo alteração
de hormônios, principalmente da prolactina, que
ocasiona um crescimento mamário muito acentuado.
Em outros casos, existe também o fator genético.
A cirurgia é muito simples, feita através
dos mamilos e deixa cicatrizes praticamente invisíveis”,
diz.
As cirurgias de lipoescultura e de mamas podem ser realizadas
após os 18 anos de idade. Antes disso, o corpo
ainda está numa fase de crescimento e mudanças
e uma cirurgia dessas poderia ser desnecessária.
Para Patrícia Laurenti, 26, a lipoescultura que
fez ainda na adolescência trouxe de volta seu
corpo de antes. Ela teve um filho aos 18 e após
um ano realizou a “lipo”. “Meu corpo
não ficou muito alterado por causa da gravidez,
mas, por questões de estética, resolvi
fazer a cirurgia plástica. E isso foi estimulante
para meu ego”. De acordo com a Sociedade Brasileira
de Cirurgia Plástica (SBCP), a recuperação
de uma lipoescultura bem conduzida é geralmente
rápida e segura. O paciente poderá voltar
às atividades normais após uma semana.
De acordo com Benetti, a consulta com um cirurgião
plástico se assemelha muito a uma psicoterapia,
porque o médico tem que absorver o que a pessoa
quer realizar em termos corporal e facial, e depois
explicar o que poderá ser feito. “Às
vezes, o que você pode proporcionar não
é exatamente o que ela quer. Temos limitações
de onde podemos chegar e realizar com sucesso a cirurgia”.
Na face, a parte mais importante em relação
à estética é o nariz. Na década
de 70, os médicos aumentavam muito o ângulo
da estrutura nasal, ou seja, arrebitavam demais. A partir
dos anos 80, a tendência da rinoplastia mudou.
Hoje se procura harmonizar o nariz com as estruturas
faciais, após um estudo antropométrico
na face, medindo os olhos, a boca, a distância
entre a asa nasal e a orelha, deixando a face mais harmônica
e natural.
Segundo reportagem feita pela revista “TPM”,
“na era da imagem, não são só
as vitrines ditam o que deve ser usado. É preciso
redesenhar o corpo e o rosto também. Os cirurgiões
estão ao alcance de todos. Não gosta do
seu perfil? Que tal mudar o nariz, boca e queixo de
uma vez só? A perfiloplastia é uma das
práticas mais procuradas por adolescentes no
consultório de Paulo Jatene, em Higienópolis,
São Paulo. As meninas ganham a operação
de presente dos pais. Em vez de festa ou de uma grande
viagem, há quem prefira comemorar a data internada
num hospital”.
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