Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

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Pesquisar é preciso: muitos alunos encontram na atividade científica o caminho para o exercício profissional

Audrey M. de A. Lamin
Luís Henrique de Sousa

 

O que fazer quando as aulas, apenas, não bastam? Para muitos universitários a resposta é simples: pesquisar. Eles dão seus primeiros passos no mundo das pesquisas acadêmicas através dos Programas de Iniciação Científica (PIC). Trata-se da realização de uma pesquisa durante o curso de graduação que tem como objetivo o aprendizado do método científico.
No Centro Universitário Barão de Mauá, o programa já existe há dois anos. Nesse período, foram inscritos 155 projetos, dos quais cerca de 50 estão em andamento, abordando temas relativos a todas as áreas. A coordenação é feita pelas professoras Lucimara Zuanazi Pinto, Odete Luiza Thiezerini e Ana Cláudia Dinamarco Mestriner.
Segundo Lucimara, a iniciação científica é uma atividade voltada aos alunos e visa incluí-los no ambiente de pesquisa e produção científica. “Através do PIC o aluno não apenas estudará um tópico, mas aprenderá a pensar de forma criativa e resolver problemas que nem sempre têm solução e, talvez, colecionar temas para um futuro mestrado”.
Após realizar sua inscrição, que geralmente ocorre no início do segundo semestre, o candidato passará por um processo seletivo de três etapas. Na primeira, apresenta-se o projeto e em seguida faz-se uma avaliação lingüística. Se aprovado nestas avaliações, o estudante passa por uma entrevista que julga se ele está apto ou não para participar do programa. Aos selecionados, o Centro Universitário oferece uma bolsa-auxílio que chega a 20 % do valor da mensalidade do curso.
Projetos que podem trazer benefícios à comunidade são incentivados, como é o caso do estudante do segundo ano de Medicina, Valter Sanmartino Mariano, 19, que pesquisa sobre o consumo da vitamina E. “Essa vitamina é muito recomendada hoje em dia. Acredita-se que ela reduz o envelhecimento e combate problemas cardiovasculares. Então, nós procuramos dados sobre esta vitamina e resolvemos testar”. Valter diz ainda que “as pesquisas o ajudaram a adquirir conhecimentos e também a investir na possibilidade de gerar algum resultado que possa ser útil à população”.