| Lucas
Sabino
Natural de Batatais (SP), Antônio Magrini nasceu
em 20 de novembro de 1930, filho único de um
casal formado por um comerciante e uma funcionária
pública. Profissionalmente começou no
rádio em 1949, na Rádio Difusora de Batatais,
como operador de áudio. Para conseguir ser locutor,
combinou com um amigo, Jorge Magalhães, que ele
faltasse do trabalho para substituí-lo. E assim
foi.
Anos depois foi convidado pela emissora francana Hertz
para compor a equipe, onde foi locutor esportivo, apresentador
e animador de auditório. Nessa emissora colocou
pela primeira vez uma linha de telefone no ar.
Magrini usava o rádio a serviço da população.
Um exemplo foi campanha, feita através da Rádio
Cultura AM de Ribeirão Preto, para modificar
o nome de um bairro da cidade. Em 2 de abril de 1967,
Magrini e o vereador Osório Carlos do Nascimento
promoveram um plebiscito para que fosse votada, pelos
moradores, a alteração do nome de “Barracão”
para “Ipiranga”, ganhando “Ipiranga”.
Este fato está relatado em livros, tais como,
“Recordando o Passado”, do jornalista Divo
Marino, e em jornais da cidade.
Magrini veio para Ribeirão Preto depois de ouvir
na Rádio 79 que a emissora precisava de um locutor.
Fez o teste e passou. “Magrini ganhava um bom
salário e amava trabalhar na Rádio 79”,
afirma a viúva do radialista Ana Maria Pires
Magrini.
Depois de permanecer 15 anos na “Equipe 79”,
Magrini passou por Catanduva, Rio Preto e São
Paulo, onde apresentou um programa com Abelardo Barbosa
(Chacrinha), que se tornou seu amigo pessoal. “Foi
uma amizade muito bonita, o ‘velho Chacrinha’
confiava muito no Magrini”, afirma Ana Maria.
No Rio de Janeiro foi locutor, repórter e apresentador
nas rádios Nacional, Tupi, Continental e Carioca.
Na televisão foi produtor do programa “Cassino
do Chacrinha”, na Rede Globo, por 11 anos.
Em 1977, a Rádio Ribeirão Preto chamou
Magrini de volta ao interior paulista. Como âncora,
ele passou a movimentar toda a equipe de repórteres
num programa voltado ao serviço de reclamações
de populares.
“Amado por uns e odiado por outros” era
um lema que Magrini sempre repetia por onde passava.
“Ele representava o povo em todos os lugares,
sempre com um microfone em mãos para transmitir
tudo para a emissora em que trabalhava”, Ana Maria
afirma.
“Tenho muita felicidade por ter trabalhado ao
lado desse profissional. Com ele aprendi os desafios
que a vida proporciona. Muitas vezes ele foi amigo,
irmão, pai e, acima de tudo, o mais perfeito
repórter do nosso país”, afirma
Thomas Edson, grande amigo do radialista. “Magrini
tinha uma capacidade incrível de raciocinar e
improvisar. Sabia expressar-se como ninguém;
para mim ele era um gênio”.
Antônio Magrini faleceu aos 73 anos em decorrência
de um aneurisma abdominal, em 20 de junho de 2003. Trabalhou
até o último dia de sua vida com o rádio,
utilizando-o para informar, alegrar e defender os direitos
do povo.
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