| Lucas
Mamede
“Praticamente foi um acidente o ‘Cidade
Alerta’ ter caído no meu colo, literalmente”,
disse José Luiz Datena, 47. Depois de cerca de
23 anos cobrindo esportes, surgiu a oportunidade de
trabalhar em um programa dessa espécie que, segundo
ele, serviria como um quebra-galho. “O galho quebrou
de tal maneira que hoje eu não vivo sem ele”.
Para Datena, não existe um jeito correto de conseguir
o sucesso e a fama. Sua fórmula é “ser
simples como o povo, promover uma comunicação
direta, sem meio termo; afinal o cidadão não
agüenta mais gente metida a intelectual tentando
resolver os problemas do país”. O jornalista
diz que não se compromete a resolver nada, apenas
a colocar o fato em discussão. Segundo ele, vai
continuar com essa pretensão “até
quando Deus quiser”.
Nascido em Ribeirão Preto, o jornalista, casado
com Matildes Floresto Datena, com quem tem três
filhos e um neto, abandonou a carreira de Medicina para
virar radialista em uma rádio de sua cidade.
Para ele, o “Cidade Alerta” é sua
maior realização, porque lhe deu uma projeção
nacional. “Embora eu deva também muito
ao esporte”, disse. Ganhador dos prêmios
“Herzog” e “TV Globo”, além
de ser o criador da marca “Band na TV”,
o polêmico jornalista está trabalhando
em um projeto de um programa cômico, provavelmente
pela “Rede Record”.
Quando o assunto é política, Datena diz
que não se candidataria nem em sonhos. “Não
é minha praia”. Mas afirmou que gostaria
de eliminar os preconceitos, as guerras e o tráfico
de drogas. “O mundo é bom. Nós o
estragamos”. Já no Brasil, ele gostaria
de acabar com a corrupção, dando ao povo
saúde e educação. Mesmo assediado
pela “Rede Globo”, o jornalista confirmou
estar muito feliz e satisfeito com a sua emissora. “Por
isso renovei com a Band”. Com uma boa audiência
na “Rádio Record”, declara estar
satisfeito com sua equipe.
Em relação ao seu futuro, o comercialino
disse que tem muitos planos, tanto para fazer reportagens,
como para, um dia, ter a própria produtora. Grande
respeitador dos direitos humanos, Datena acha que quem
não age como ser humano deve ser tratado como
animal.
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